Trump apequena os Estados Unidos

Donald Trump foi eleito em 2016 com o slogan “Make America great again!”.

Perdedor por mais de 7 milhões de votos de diferença para o candidato Democrata Joe Biden, alegou uma dezena de falsas acusações de fraudes nas votações diretas nas urnas ou de votos enviados pelo correio (só do lado democrata).

Insistiu no último sábado em longo telefonema ao procurador eleitoral da Geórgia, com a sugestão de fraudar o resultado que julgava fraudado, mediante o lançamento de 11.870 votos pró republicanos, que anularia a vantagem de Biden.

Mesmo denunciado na imprensa, com a transcrição de sua vergonhosa gravação, insistiu até esta quarta-feira, 6 de janeiro, dia em que o Congresso reconheceria, formalmente, a eleição de Biden e da vice-presidente Kamala Haris, em sessão conjunta da Câmara e do Senado, sob o comando do vice-presidente Mike Pence, nas fraudes. Não reconhecidas pelas juntas dos 50 estados americanos e rejeitadas pela Suprema Corte, na qual os Republicanos têm maioria com a nomeação de três juízes por Donaldo Trump.

Para culminar com o festival digno de uma “república de bananas”, Trump mobilizou as tropas de choque dos orgulhosos supramacistas brancos a cercar e invadir o Capitólio, numa clara coação aos deputados e senadores.

Diante da passividade das tropas da Guarda Nacional, viu-se um festival de fascismo nas escadarias do Congresso, com depredação de vitrais, portas e invasão de gabinetes. Um desfile antidemocrático que assustou o chefe das forças aliadas da OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte).

Como a OTAN pode agir mundo afora em nome da Democracia se o presidente da principal nação do planeta é o primeiro a incentivar a violação das cláusulas e instituições democráticas, a começar pelo Congresso?

A fim e ao cabo, o presidente que prometia uma “Grande América”, apequenou os Estados Unidos da América.

Donald Trump tentou reescrever a história democrática americana.

Felizmente, falhou feio. Vergonhosamente.

Por ele, teria decretado que o Sul venceu a União na Guerra Civil.

Espera-se que o exemplo de cafajestada antidemocrática tenha criado antídotos por aqui.

Gilberto Menezes Côrtes, Jornal do Brasil, 6 de Janeiro de 2021

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