- Onde você esconde seu preconceito?
Racismo??!! Xenofobia??!!
Homofobia??!! Intolerância religiosa??!!
Onde você esconde seu preconceito???
“Os ninguéns: os filhos de ninguéns, os donos de nada.
Os ninguéns: os nenhuns, correndo soltos, morrendo a vida, fodidos
e mal pagos.
Que não são, embora sejam.
Que não falam idioma, falam dialetos.
Que não praticam religiões, praticam superstições.
Que não fazem arte, fazem artesanato.
Que não são seres humanos, são recursos humanos.
Que não têm cultura, têm folclore.
Que não têm cara, têm braços.
Que não têm nome, têm número.
Que não aparecem na história universal, aparecem nas páginas policiais
da imprensa local.
Os ninguéns, que custam menos do que a bala que os mata”.
(Eduardo Galeano – O livro dos abraços).
E aê, onde você esconde seu preconceito????
(escrito por mrbeast)
- Anápolis 100 anos
Imagem editada:
Acima: foto de satélite – Pq. Calixtópolis (totalmente habitado, porém sem asfalto e saneamento) Acesso: Av. Pedro Ludovico
Abaixo: foto de satélite – Residencial Morumbi (praticamente inabitado, porém, com toda uma estrutura de asfalto, meio fio e saneamento). Acesso: Av. Pedro Ludovico
Resultado do trabalho do poder público sem o devido planejamento.
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Em 2007 Anápolis comemora o centenário.
E nesse ano de comemorações se fizermos uma breve reflexão a respeito da cidade chegaremos a uma única conclusão: Anápolis se encontra mergulhada num complexo caos, social, estrutural, cultural e religioso.
A começarmos pelas ruas da cidade, existem regiões onde nem carros nem pedestres conseguem atravessar, no lugar do asfalto a lama tomou conta, não existem mais ruas, e, sim gigantescos buracos recheados por lixo e água suja. Até nas vias principais, que abrange todo o fluxo comercial, onde todos os moradores passam dia após dia, percebe-se esse descaso, ainda assim ninguém se manifesta insatisfeito.
Pedestres não andam pelas ruas sem que se sujem de lama ou afundem seus pés em buracos nas ruas e calçadas. E por falar em calçadas, calçada é o lugar menos provável de se conseguir andar, pois quando não destruídas, cheias de oscilações e mato, os estabelecimentos comerciais da cidade as ocupam com cadeiras, mesas, produtos a venda, todos os objetos possíveis.
Mães com carrinho de bebê e pessoas com deficiência física, perderam o direito de trafegar pelas calçadas, alem de todos os problemas citados a cima, é raro os pontos da cidade que possuem rampas de acesso.
Bom, isso porque ainda não mencionei os problemas sociais alarmantes, do estado lastimável de desinformação da população local. Onde foi parar a necessidade cultural do cidadão? O pouco que se vê acontecer nessa cidade, não passa de um roteiro estrategicamente programado pela prefeitura para que os moradores continuem alienados e satisfeitos em suas casas.
A cultura religiosa sim, essa funciona, chega ao ponto de ser o maior movimento registrado em Anápolis. Perfeito!Aqui sim é o paraíso político, a população contribui intensamente com os esquemas de fraude da prefeitura. A religião se encarrega de nos deixar calmos, amorosos, pacíficos, portanto, BURROS! A falta de entretenimento, cultura, lazer, nos deixa apáticos, acomodados. Como assim?A cho q me equivoquei ao dizer que falta entretenimento e lazer, sim, me equivoquei. Finalmente o progresso chegou para cidade, além de Mc Donalds, em breve teremos um shopping, o maior e melhor até hoje construído aqui (é Anápolis na rota do desesnvolvimento), cheio de lojas, vitrines elegantes para que desperte em nós uma alegria intensa e assim podermos nos esquecer, mesmo que por um breve momento, o quanto trabalhamos, o quanto nossos corpos se sentem exaustos no final do dia. Nada como um paradisíaco shopping center, que para nos trazer distração arrasou uma área verde da cidade (já não nos sobram muitas), que abrigava variados tipos de vida animal: raposas, pássaros, insetos, fundamentais para nossa existência.
Nossa, falo de nós, homens racionais, mas, totalmente desequilibrados que não conseguimos perceber, quem dirá reconhecer que nossa existência nesse planeta depende exclusivamente desses animais e dessa natureza que insistimos em destruir todos os dias, do menor ao maior gesto, nos amparando na justificativa do crescimento e desenvolvimento desenfreado e desordenado que se faz, veja bem, se faz necessário para atender o modelo de sociedade atual.
Comecemos então, meu povo anapolino, nesse ano de intensa festividades, a sermos cidadãos de verdade e não ficarmos apenas assistindo a impunidade e desrespeito com q somos tratados há um século, vamos nos organizar e começar a escrever a historia dessa cidade que até hoje não existe!!!
- Enfim uma noticia boa nesse mundo caótico!!
Rage Against the Machine voltou para atormentar Bush
Tom Morello, guitarrista do Rage Against the Machine, falou pela primeira vez em entrevista à MTV americana sobre o retorno da banda. Ele disse que o motivo por trás da reunião é dar uma sacudida no governo Bush.“Essa administração já causo tantos estragos que pode ser preciso gerações para consertar. É um governo que acredita estar acima das leis do mundo, e isso serve para imperadores, não presidentes”, Morello falou. “Será coincidência que nos sete anos que o Rage Agains the Machine esteve parado o país caiu em um purgatório direitista? Acho que não”.
Segundo o guitarrista, a organização do festival Coachella vem tentando juntar a banda há muito tempo, e acrescenta que por enquanto a banda planeja apenas esse show, mas não é impossível que eles acabem cedendo a outros convites.
Fonte:Redação iG Música
- Governo Federal compra vagas nas Universidades Privadas
“O PROUNI propõe a compra de vagas nas Universidades Particulares ao invés de aumentar as verbas e ampliar as vagas nas Públicas. O governo, numa lógica mercadológica, oferece a isenção de impostos aos donos das Particulares, se ausentando, mais uma vez, de sua responsabilidade social em garantir educação pública e de qualidade.”
ProUni: um plano para salvar os tubarões do ensino pago
As universidades particulares, depois de uma expansão desenfreada na década de 90, vivem hoje uma profunda crise. Segundo levantamentos do governo, existem 550 mil vagas “ociosas” e, de acordo com os empresários da educação, 30% dos estudantes matriculados estão inadimplentes. Mas por que isso acontece? Com o arrocho salarial, decorrente da política econômica ditada pelo FMI, os estudantes-trabalhadores não conseguem pagar as mensalidades que sobem ininterruptamente. Isto é, o ensino é tratado como uma mercadoria como qualquer outra.
A solução encontrada pelo governo foi a MP n0 213 (ProUni), decretada em 10 de setembro de 2004, configurando assim um verdadeiro plano de privatização das universidades públicas e salvamento dos famintos tubarões do ensino privado. Hoje o governo gasta em torno de R$ 3 bilhões em isenções fiscais com os donos das faculdades particulares por meio do FIES, bolsas de vários tipos, subsídios do BNDES e outras regalias. Somente o ProUni consumirá R$ 196 milhões para ocupar 112 vagas em 2005. Ou seja, o governo compra milhares de vagas ociosas e ainda cria a imagem de que está incluindo os estudantes carentes no ensino superior. Essa é uma opção consciente de Lula e Tarso Genro, porque, segundo dados do próprio governo, com essa verba se poderia criar um milhão de vagas nas universidades públicas.
Podem participar do ProUni as instituição privadas do ensino superior, com fins lucrativos ou sem fins lucrativos não beneficente, ficando isentas das seguintes contribuições e imposto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins), Contribuição para o Programa de Integração Social e Formação do Patrimônio do Servidor Público (PIS/Pasep), Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) e Imposto de Renda da Pessoas Jurídica (IRPJ). Portanto, tudo para os empresários da educação, nada para a universidade pública.
O caráter assistencialista
Segundo o Artigo 4 da MP, sobre o processo seletivo, o ProUni concederá bolsas de 100% para aqueles candidatos cuja renda familiar per capita não exceda o valor de até um salário mínimo e meio; e parciais de 50% para aqueles cuja renda familiar per capita não exceda o valor de até três salários mínimos. Acontece que nem mesmo os “beneficiados” com bolsas integrais conseguirão se manter nas universidades se não houver um plano de assistência estudantil, no qual se garanta alimentação, moradia, material didático, plano de saúde etc. Já os estudantes com bolsas parciais de 50% estarão condenados a buscar financiamento de 25% no FIES, logo terão que pagar depois de formado, e arcarão com os 25% restantes pagando do próprio bolso.
Por isso, nem todas as vagas oferecidas pelo governo foram preenchidas mesmo depois de três chamadas, já que a maioria da população carente não tem perspectiva de entrar na faculdade com uma renda tão baixa, deixando claro o caráter assistencialista desse projeto. Na verdade, com o ProUni, passa a se considerar normal que os estudantes carentes, e principalmente os negros, que são mais de um terço dos bolsistas, ocupem as piores vagas do ensino superior. Já há denúncias de que os alunos do ProUni estão sendo colocados nas piores salas de aula, sem nenhuma condição de ensino, e segregados dos demais.
Para piorar ainda mais a situação, as faculdades estão extinguindo as bolsas que existiam anteriormente, substituindo-as pelas bolsas do ProUni, o que vem acarretando uma onda de mobilização e resistência nas faculdades particulares, como aconteceu na PUC-SP. Além disso, as vagas criadas via ProUni são tratadas pelo governo como vagas públicas, o que significa que boa parte da expansão do Ensino Superior público, tão alardeada pelo governo, é uma farsa. A criação de 400 mil vagas prometida por Lula e Tarso Genro passam fundamentalmente pelo ProUni, pelo ensino a distância e pela criação de novas universidades já submetidas à lógica do mercado.
Estatização já!
De imediato, devemos exigir a revogação da MP e a transferência dos bolsistas e das verbas do ProUni para as universidades públicas. Mas temos que ter claro que não há solução para a crise do ensino pago que não passe pela estatização das faculdades particulares. Isso é perfeitamente possível, haja vista a formação da Universidade Estadual Paulista (Unesp), criada da estatização de um conjunto de antigas faculdades privadas do Estado de São Paulo. Somente com o não pagamento da dívida externa e a ruptura com a política econômica do FMI, poderá haver investimento de fato na educação pública e expansão e democratização do acesso ao ensino superior no Brasil.
- Deputados Federais tomam posse e PM reprime manifestantes
No dia 01/02 de 2007 tomaram posse os 513 deputados federais da nova legislatura (2007-2011). Pela manhã ocorreu na Esplanada dos Ministérios, Brasília, uma manifestacao contra o aumento salarial dos deputados e seus beneficios.A passeata, pacifica, contou com cerca de 60 manifestantes e seguiu sua marcha desde a porta da catedral até a frente do Congresso Nacional. Neste local as/os manifestantes foram encurraladas/os e tiveram seu grito sufocado pela Polícia Militar do DF.
Cercadas/os em frente às belas (e estratégicas) piscinas do Congresso, utilizando-se da única arma que lhes competiam (a voz!), as/os manifestantes gritavam palavras de ordem e exibiam faixas de repúdio à lastimável situação da politica brasileira. Desde o início a manifestacao foi vigiada e oprimida de perto pela policia militar com um contigente bastante superior ao dos que protestavam.
Durante a descida até o congresso, o corpo policial ja vinha operando junto a manifestantes isolados repressão psicológica com certas ameaças e intimidações que num momento final se tornou em confronto real e abuso de poder, resultando em 3 prisões (todas/os menores).
- A Produção da Miséria no Brasil
Sobre a produção de soja para exportação
O Brasil produziu, a partir de 2002 cerca de 48 milhões de toneladas ao ano, com uma média de 27 milhões de toneladas exportadas, a um custo logístico muito elevado, comparado aos seus principais concorrentes, o custo para escoar a soja chega em média ao valor de US$ 70 dólares por tonelada, enquanto que os Estados Unidos escoam a soja por um custo de US$ 9 dólares a tonelada, isso mostra a deficiência na infra-estrutura logística do país, ou seja, é necessário um enfoque maior nessa área, já que é fundamental e extremamente importante para a competitividade dentro do comércio internacional. Para que o Brasil galgue o posto de maior produtor e exportador de soja, é preciso investimentos pesados em infra-estrutura logística de transporte.
(fonte: Cardozo Munoz , C. y Mauch Palmeira, E.: “Desafios de logística nas exportações brasileiras do complexo agronegocial da soja” en Observatorio de la Economía Latinoamericana, Número 71, 2006. Texto completo en http://www.eumed.net/cursecon/ecolat/br/)
Sobre a miséria no Brasil
“O Brasil possui 47,4 milhões de habitantes que não ganham o suficiente para comer – esta é a parcela que passou de 26,23% da população em 2002 para 27,26% em 2003, o primeiro ano do governo Lula.”
Essa parcela da população não tem dinheiro sequer para comprar uma cesta básica de alimentos que garanta o consumo diário de 2.888 calorias, segundo o nível recomendado pela Organização Mundial de Saúde (OMS).
“(…) enquanto em 2002 a quantia mínima necessária para suprir as necessidades alimentares dos brasileiros era de R$ 93 ao mês por habitante, em 2003 esse valor subiu para R$ 108 reais, descontada a inflação do período.”
(fonte: Centro de Políticas Sociais da Fundação Getúlio Vargas (CPS-FGV))
Sobre a quantidade de alimento necessária à sobrevivência
O trabalho apresenta uma demanda de gasto de energia, o que implica em atividade física, que de acordo com o tipo de atividade poderá ser classificado em trabalho leve, moderado e o trabalho pesado, o que representa respectivamente um gasto calórico de 150, 300 e 440 Kcal/h. O que equivale a realização de todas as refeições diárias (são seis: café da manhã, colação, almoço, lanche, jantar e ceia), com o ideal de 3.500Kcal/dia de calorias possíveis nas refeições, com horários e de acordo com a individualização da carga de trabalho de cada trabalhador.
(fonte: GAYTON. Tratado de fisiologia médica. 5. ed. Rio de Janeiro, 1987.)
Quantidade de calorias:
Arroz c/ feijão: 2 c. sopa (400g): 1200 Kcal (x 2 = 2400 Kcal)
Pão francês: 2 unidades (100g): 290 Kcal
Ovo Frito: 108 Kcal
Levando em consideração o consumo por pessoa de 800g de arroz com feijão por dia, cada indivíduo consumirá 292 kg de arroz com feijão por ano. Assim, para alimentar uma população de 47,4 milhões de famintos, apenas com arroz e feijão, seriam necessários 13,84 milhões de toneladas feijão por ano, equivalente à metade em toneladas da quantidade de soja exportada pelo Brasil.
Comparativo de produtividade: soja x culturas essenciais para alimentação
O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) mede anualmente a produtividade média das safras brasileiras, e em 2005, através de um levantamento sistemático do Grupo de Coordenação de Estatísticas Agropecuárias – GCEA/IBGE, DPE, COAGRO, constatou os seguintes dados:
Rendimento médio:
Arroz: 3,375 toneladas por hectare (1 hectare = 10.000 m²)
Feijão: 0,804 toneladas por hectare
Mandioca: 13,637 toneladas por hectare
Milho (grão): 3,041 toneladas por hectare
Soja: 2,230 toneladas por hectare
Trigo: 1,975 toneladas por hectare.
Dentre as culturas essenciais para a alimentação, apenas o feijão e o trigo possuem uma produtividade inferior à da soja, a qual não é usada para alimentação exceto pela fabricação óleo vegetal, e por isso tem enfoque especial no mercado externo, tendo seu principal uso na produção de rações animais.
Espero que isso explique claramente uma das causas da miséria e da fome no Brasil. Gostaria de saber qual a vantagem em ser um dos maiores produtores e exportadores de soja, enquanto milhões jazem famintos? Por que é preciso investir pesada e maciçamente em logística e transporte e não em alimentação, lazer, cultura?

